Linha Desportiva
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Continuar a Fazer


Estamos a caminho dos 6 anos de existência, tudo começou em 2007 em papel, em 2010, devido à crise que começou a assolar a comunicação social regional, passámos a online.

Foi um passo em frente rumo ao futuro, na altura alguns dos maiores jornais mundiais enveredavam por esse caminho – o Linha Desportiva fez o mesmo – mantendo-se fiel à imagem do jornal desportivo, em papel, que foi pioneiro nos dois concelhos, Oeiras e Cascais, lançado com a ajuda de Isaltino Morais, Paulo Vistas, António d’Orey Capucho e João Sande e Castro, criando, ao contrário de outros, páginas para as modalidades com mais expressão, mantendo a aposta na imagem fotográfica.

Volvidos seis anos a FAZER em prol do Desporto que se faz e pratica em Oeiras e Cascais, o Linha Desportiva vai CONTINUAR o seu caminho apesar das dificuldades dos últimos tempos, dando aos seus mais de 3.000 leitores diários, espalhados por 96 países, notícias sobre todas as modalidades que se praticam de Algés ao Guincho.

A maioria dos grandes eventos, aqueles que deviam estar espelhadas nos órgãos de comunicação nacionais, mas que passaram ao seu lado, como foi o caso recente do Campeonato da Europa de Patinagem Artística, em Porto Salvo, assim como os acontecimentos em modalidades como o futebol, futsal, hóquei em patins, basquetebol, andebol, voleibol, ténis, vela, corfebol, surf, atletismo, entre outras, que proliferam semanalmente pelos dois concelhos, não fosse o Linha Desportiva passariam despercebidas.

Os órgãos de comunicação regional, em Oeiras e Cascais, hoje não chegam a cinco dedos de uma mão. Ao longo dos últimos três anos uns desapareceram, alguns dos que restam vivem com grandes dificuldades, seja em papel, seja online, o Linha Desportiva cresceu mais um pouco, leitores no Benim, Iraque, Liechtenstein e São Tomé e Príncipe, juntaram-se aos de 92 países que já existiam no final de 2012.

O Desporto nos dois concelhos está a crescer, que o diga o futsal, com cinco emblemas nos nacionais masculinos, dois deles na elite, e um no nacional feminino, o basquetebol, o hóquei em patins, o ténis e a vela, tal como elas, as modalidades, o Linha Desportiva também quer continuar a crescer por isso tem de CONTINUAR A FAZER em prol do Desporto que se faz nos concelhos de Oeiras e Cascais.

Lobo Pimentel

 
Cinco anos ao serviço
do Desporto
em Oeiras e Cascais



15 de Novembro de 2007, é um dia especial para mim. Dia em que fiz saltar para as mãos de oeirenses e cascalenses, e não só como tive oportunidade ao longo dos tempos verificar, a primeira edição do Linha Desportiva, totalmente a cores, o primeiro e até agora único desportivo em papel nos dois concelhos, um jornal que outros concelhos gostariam de ter, como o do Porto que fazia o favor do mo pedir e guardar no arquivo do seu município.

Um jornal que nasceu, e só foi possível, com o apoio de quatro figuras, Isaltino Morais e Paulo Vistas, presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, António d’Orey Capucho e João Sande e Castro, presidente e vereador do Desporto da Câmara Municipal de Cascais, um apoio que, nos dias de hoje, apenas se mantém em Oeiras, enquanto no concelho cascalense duas freguesias (Carcavelos e Cascais) e alguns emblemas chamaram a si a continuidade do papel do Linha Desportiva na divulgação dos feitos, muitos, que acontecem e que não são visíveis nos grandes jornais desportivos nacionais.

Hoje, em online, o Linha Desportiva completa 5 ANOS, entra no sexto ao serviço do Desporto que se faz em Oeiras e Cascais, sempre disposto a divulgar os clubes, as modalidades, os eventos, bastando para isso que as notícias nos cheguem, o que por vezes não é fácil apesar da nossa insistência para que tal aconteça.

Hoje, em online, o Linha Desportiva saltou de um Portugal à beira-mar plantado, ultrapassou fronteiras, com leitores em 90 países dos quatro cantos do Mundo, há um ano eram 70, neste espaço, nas estatísticas, o Linha Desportiva entrou nos computadores de mais 20 – Arábia Saudita, Argélia, Azerbaijão, Camboja, Egipto, Equador, Grécia, Ilha de Jersey, Letónia, Líbano, Marrocos, Namíbia, Nigéria, Nova Zelândia, Oman, Panamá, Paraguai, Quirguistão, Sérvia e Vietname.

Hoje, em online, o Linha Desportiva conquistou um espaço inamaniginável há 26 meses quando decidi a sua continuação através do meio que, mais tarde ou mais cedo, vai ser o futuro de todos os jornais, a internet.

Hoje, o Linha Desportiva tem uma média de meio milhar de visitantes que procuram diariamente a informação desportiva dos concelhos de Oeiras e Cascais, com um dado interessante em Portugal – que está no topo das visitas, seguido pelos Estados Unidos da América, Brasil, França, Espanha, Holanda, Grã-Bretanha e Japão –, onde de Norte a Sul o Linha Desportiva é procurado, e muita vez contactado, na tentativa de as suas notícias ultrapassarem as fronteiras dos concelhos que serve.

Hoje, o Linha Desportiva é o meu companheiro diário, é a continuidade de uma vida profissional que deixei quando me reformei, mas que não me deixou conformado, é o oxigénio que, se calhar, me faz manter com a mesma energia, no percurso difícil que estamos a viver e a que o Linha Desportiva não é imune… Hoje é um dia especial para mim porque ambos somos aniversariantes.

Lobo Pimentel

 
Até no Desporto Oeiras está Mais à Frente


A época desportiva de 2011/2012 deu os derradeiros passos com o maior torneio juvenil de Hóquei em Patins do País – o “Torneio Oeiras Capital Portuguesa” – uma organização da AD Oeiras com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, que contou com mais de 300 executantes dos mais pequenos escalões da modalidade, com a festa final de encerramento a ter a presença de Paulo Vistas, vice-presidente do Município, a recordar os seus primeiros passos como praticante.

Modalidade, em que os jovens infantis do Paço de Arcos voltaram a erguer o ceptro de campeões nacionais, os juniores e juvenis venceram a Taça APL, assim como os escolares da AD Oeiras, e onde uma vez mais Oeiras foi a “Capital Mundial de Hóquei em Patins” com a presença de várias estrelas nacionais e internacionais, com destaque para Carlos Folguera, homem forte do FC Barcelona.

Uma época que deixa Oeiras mais à frente no que diz respeito a títulos nacionais conquistados, especialmente no Basquetebol, onde o Sport Algés e Dafundo conquistou os campeonatos da Liga Feminina e da Proliga (masculino), e a Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense (SIMECQ) a levantar os troféus de campeão na CNB2 (masculino) e de sub-16 (feminino), com as simecquinhas a conquistarem ainda os títulos distritais de sub-16 e sub-19.

No Râguebi, as formações sénior e sub-16 do Dramático de Cascais sagraram-se campeãs nacionais, a primeira da 1.ª divisão subindo dessa forma à Honra, um regresso muito festejado, um regresso aos bons velhos tempos do râguebi cascalense, enquanto os mais jovens voltavam a fazer história dando continuidade aos excelentes resultados dos últimos anos ao vencerem o nacional de quinze e seven.

No chamado Desporto Rei, o Futebol, apenas o Dramático de Cascais fez a festa de campeão ao conquistar o campeonato da 2.ª divisão distrital lisboeta, enquanto a AD Oeiras saltou pela primeira vez na sua história para o nacional da 2.ª divisão, depois de uma excelente época onde os pupilos de Paulo Mendes lutaram até ao fim pela presença no jogo do título da 3.ª divisão.

No Futsal, apenas o feminino fez conquistas com as seniores lombitas do CRC Quinta dos Lombos a sagrarem-se bicampeãs distritais e a vencerem a Supertaça, e as jovens juniores dos Leões de Porto Salvo a somarem pela segunda vez consecutiva o título distrital, mantendo o estatuto de invencíveis há mais de dois anos.
Sem títulos, mas com presenças positivas, estão de parabéns as formações seniores dos Leões de Porto Salvo e do Dramático de Cascais. A primeira que fez a sua estreia na elite futsalista caiu nas meias-finais perante o campeão Benfica, terminando a época como uma das quatro melhores equipas portuguesas, a segunda pela subida à divisão maior do futsal português, mercê do 2.º lugar no nacional secundário, juntando-se dessa forma em 2012/2013 à elite, fazendo companhia à formação do concelho de Oeiras.

Lobo Pimentel

 
Chegou a Hora de repensar...


O Linha Desportiva online cresce mês após mês, com milhares de leitores espalhados por esse Mundo que nos rodeia, em que há pelo menos um português que deseja saber como vai o Desporto ou o emblema da sua terra, no caso do jornal que dirijo em Oeiras ou Cascais, o que não me espanta já que a minha longa maratona no jornalismo levou-me aos quatro cantos do Mundo, e nos sítios mais díspares encontrei sempre portugueses a receber-me de braços abertos.

Não me espanta o Linha Desportiva online ter seguidores em mais de sete dezenas de países da Europa, Ásia, África, Oceânia, América do Norte e do Sul. O que me espantou neste mês de Março foi ter um novo acompanhante, pasme-se, do Vietname. Um leitor que até agora visualizou seis páginas, presumo que de futsal, cuja página é sem dúvida a mais seguida pelos leitores.

Mês após mês os recordes têm vindo a cair, desde o número de visitantes, ao número de páginas, incluindo o número de gigas copiados (fotos e textos), o que me deixa satisfeito pois são indicadores do crescimento do jornal que com um pequeno click entra em casa de milhares de leitores interessados no Desporto que se faz nos concelhos de Oeiras e Cascais.

No entanto, nem tudo são rosas, tento chegar a todos os lados, ajudo todas as solicitações que me chegam, mas o que me espanta é quando chega a vez do Linha Desportiva pedir uma pequena ajuda, e poucas ou nenhumas portas se abrem, o que me faz pensar que sigo por caminhos errados, e que tenho de seguir por estradas, porque não por auto-estradas, como diz um companheiro destas lides.
Chegou a hora de repensar…

Lobo Pimentel

 

Depois de mais de seis décadas de natais, muitos como filho, muitos mais como pai e avô, dei por mim a pensar o porquê deste Natal, especificamente, não saber a Natal.
Nas ruas, nos grandes centros, em todo o lado, faltava algo: o espírito natalício.

Pensei, pensei, e dei por mim a entrar na casa dos actuais e antigos ministros. Tudo em grande, não tivessem eles ordenados acima da média europeia, mesas faustosas, famílias gordas, enfim, um Natal que a maioria dos portugueses não cheira.
Pensarão eles nos sem abrigo? Nos desgraçados dos pensionistas com reformas miseráveis? Nos desempregados? Está claro que não.

Ao longo destes quase 37 anos da dita liberdade, pergunto: onde está a tal democracia em que nos fizeram acreditar? Onde estão os direitos porque lutámos no tempo da “outra senhora”? Onde está a igualdade ao nível da Europa?
Não está, nem estão. Foram-se com as políticas destes maus políticos.

Antigamente, quem fosse contra o regime tinha uma cela à espera. Hoje, quem depaupera o regime, quem faz mal a milhões de portugueses e não a uma minoria, tem um lugar ao sol, com milhões na carteira e o nome na história de Portugal como democrata e salvador da Pátria.

Como os tempos mudaram. E hoje a tal cela, que antigamente era para uma minoria, estende-se à grande maioria do Povo, pois Portugal passou a ser um País cercado, aprisionado, à espera de um D. Sebastião que nos tire deste pesadelo que os politicos, sem excepção, da direita à esquerda, nos meteram.

Hoje em Portugal há dois pesos e duas medidas. Uma para os políticos (que não são Povo), outra para o Povo.
O “Zé Povinho”, o tal que Bordalo Pinheiro personalizou em 1875, renasceu, está agora mais vivo do que nunca, é vítima de todos os males, chicoteado a toda a hora por senhores super-inteligentes que nos governam, delapidado dos parcos haveres que conseguiu com trabalho, muito trabalho, como se estivesse em tempos idos onde os soldados cobravam impostos para os senhores feudais de então.
Os políticos, esses, não têm necessidade de evocar o direito à greve, pois as mordomias diárias são muitas (comem, bebem e são conduzidos à custa do erário público). Ao Povo pede-se sacrificios, trabalho e mais trabalho. Aos deputados dão-se férias natalícias tal como no tempo em que andavam na escola. O Povo que trabalhe.

Bem, mas não foi só a falta de espírito natalício por demais evidente neste ano de 2011 que me fez escrever este texto. Foi sobretudo dois amigos de longa data a quem desejei um BOM NATAL, um a Norte, outro a Sul, que me fizeram pensar como este Portugal é cruel para quem trabalhou uma vida honestamente, e cheio de mesuras para quem rouba, delapida e nos deixa de mão estendida.
Como ele veio de Paris sorridente e bem disposto, sem processos ou notas de culpa pelo que fez ao país, enquanto um qualquer desgraçado que rouba um pouco de comida para dar aos filhos, está sujeito a ficar com os costados num qualquer cárcere deste país…

Lobo Pimentel

 

A 15 de Novembro de 2007, o Linha Desportiva (papel) iniciava a sua caminhada ao serviço do Desporto nos concelhos de Cascais e Oeiras, com o apoio dos presidentes Isaltino Morais e António Capucho, e os homens fortes do Desporto nos dois municípios: Paulo Vistas e João Sande e Castro. A primeira página do jornal foi ilustrada por uma foto de João Cunha e Silva, uma das grandes figuras desportivas a nível nacional e do Mundo do ténis, que ainda hoje tem o seu nome ligado à modalidade no concelho oeirense. Ao longo de quase três anos seguiu-se um projecto, único nos dois concelhos, que ainda hoje é alvo dos maiores elogios e recordado com saudade pelos muitos agentes que proliferam por Oeiras e Cascais.

A crise, e não só, levou a que o Linha Desportiva abandonasse o seu formato em papel, passando a online, que, diga-se, foi com alguma relutância que acabei por avançar, com alguma pressão dos jovens que me rodeiam familiarmente, situação que já ultrapassa os 14 meses e que redundou num êxito internacional, pois o Linha Desportiva deixou de ser uma publicação restrita a Oeiras e Cascais, e que aparecia por vezes em Lisboa, Amadora e Almada, para ser um jornal visto e lido a nível mundial, com leitores em 64 países para além do nosso Portugal.

O Linha Desportiva, que entra agora no seu 5.º Ano de vida, mantém-se fiel aos seus princípios jornalísticos que sempre regeram a minha vida profissional. Servir o Desporto que se faz nos concelhos de Cascais e Oeiras, os seus Clubes, dando a conhecer feitos que não têm lugar nas páginas dos jornais nacionais e não são do interesse das televisões que fazem parte do nosso quotidiano.

O Linha Desportiva continua aberto aos emblemas, às suas notícias, às suas organizações desportivas no concelho, aos seus eventos internacionais. Continua aberto aos dirigentes, atletas e treinadores que queiram contribuir com os seus artigos de Opinião na Coluna da Linha, Coluna do Mundo, e caso seja necessário abrir duas novas Colunas, Oeiras e Cascais.

Hoje, e depois do enorme salto dado no início desta época desportiva, são cerca de quatro centenas de leitores que visitam diariamente mais de 1.500 páginas online do Linha Desportiva, número que tem vindo a crescer e que espero duplicar nos próximos meses, não só dos que habitam em Oeiras e Cascais, e, por que não, nos concelhos das equipas adversárias que nos visitam, mas também nos grandes círculos de emigrantes espalhados pelo Mundo como é o caso dos Estados Unidos da América que ocupa o 2.º lugar entre os 65 países, com Portugal na liderança, cujo número de leitores vai crescendo mensalmente.

Use e abuse (no bom sentido) do Linha Desportiva, um jornal ao seu serviço, ao serviço do Desporto que se faz em Oeiras e Cascais, faça-nos chegar mais informação, mais notícias, mais opinião. Ficamos, uma vez mais, à espera da vossa colaboração…

Lobo Pimentel

 
A formação (in)existente
dos dirigentes desportivos



No âmbito de um convite para abordar o campo da formação dos dirigentes desportivos em Portugal, deparamo-nos com as dificuldades de captar estatísticas relativamente a esses mesmos hábitos. Não sabemos bem quem são, o que fazem e como o fazem, e que caminhos percorreram até chegar a essas tarefas.

Temos a definição do que pode ser considerado um dirigente desportivo na Lei de Bases, mas não deixa de ser verdade que o mesmo pode encaixar-se na área do voluntariado, profissional, vários cargos e/ou tarefas, não sabendo que tipo de formação ou anos de experiência como ex-atleta, ex-treinador, ex-árbitro, etc., necessita para exercer esses mesmos cargos.

As entidades que regulam a prática desportiva foram debruçando-se sobre as formações para ser treinador, quer seja para escalões de formação quer seja para os práticas mais competitivas/profissionais. Na área da arbitragem, a formação é direccionada e bem dirigida no que concerne à evolução e aos vários escalões existentes. Se o dirigismo assume um papel importante e com bastante peso no resultado final da oferta final do desporto em Portugal seja ao nível da prática desportiva seja ao nível do produto/serviço, não se compreende o ‘porquê’ de continuarmos a desleixar esse campo, a oferta formativa, as necessidades existentes e captadas.

Com uma simples procura, é possível concluir que a oferta hoje de formação para os cargos de dirigentes é superior. Não apenas a oferta da formação académica, mas também por parte das Autarquias, ex-IDP, Empresas e ONG's. Tem crescido, tem chegado a mais locais, está mais ampla, mas sem qualquer controlo de oferta, qualidade e acima de tudo, das necessidades existentes e dos perfis que nos rodeiam.

Também aqui é preciso ir ao encontro do que já se ‘oferece’ em outros campos e dividir a formação que é necessária em dois campos (no mínimo):

- Hardskills, onde se encaixa a vertente educacional, académica, experiências como atleta, dirigente, árbitro ou outros cargos. - Softskills, os valores pessoais, as atitudes e os comportamentos relacionados com a escuta activa, saber trabalhar em equipa, compromisso colectivo, liderança, etc.

Não é suficiente aumentar o número de pessoas formadas. A oferta e o seu crescimento deverá considerar as necessidades e o contexto. Responder a questões como os pontos fortes, a melhorar e qual a estratégia global para atingir um objectivo.

A formação de dirigentes deve oferecer uma maior componente e estar cada mais voltada para o saber fazer, diminuir as ‘quintas’ existentes e conseguir criar uma maior sintonia entre as partes envolvidas no processo, recorrer-se à aprendizagem e à inclusão dos vários elementos na tomada de decisão sobre os conteúdos das formações, visar o compromisso de acção e obtenção dos resultados e proporcionar um processo de reflexão contínuo com o intuito de melhorar em todos os momentos.

Felizmente o dirigismo actual é dedicado, embora isso não seja suficiente, possui pessoas motivadas, mas a pouca formação ou o desalinhamento existente pode em pouco tempo desmotivar e desalinhar as pessoas que ainda se debruçam voluntariamente ou desvirtuar as que em termos profissionais, são dirigentes desportivos.

Por último, quer se goste quer não se goste, conclui-se cada vez mais que são algumas competências não técnicas que vão diferenciando as boas organizações sejam elas focadas em fins lucrativos ou não. Competências que podem ser treinadas, formadas e acima de tudo, porque muitos dos dirigentes as colocaram em prática enquanto atletas, treinadores ou árbitros. Falamos de competências como a liderança, sermos inteligentes em termos emocionais, sabermos comunicar e deixarmos que comuniquem de forma mais clara e concreta, e acima de tudo, o dirigismo ser interdependente de outras áreas do desporto.

Rui Lança

 
Equipas de elevado desempenho


As equipas de elevado desempenho inserem-se nos temas ambíguos de que muito se fala, mas em concreto é difícil defini-las. Talvez porque não seja comum deparar-nos com equipas que consigam encaixar-se no seu perfil e os exemplos que temos serem complexos de analisar.

Das várias questões levantadas sobre as equipas de elevado desempenho, quer na bibliografia quer na relação com líderes e treinadores existem duas que se destacam:
- Como se formam?
- E por que existem?

Na questão de como se formam, sabemos que o treino e o recrutamento são ferramentas e processos essenciais para optimizar o potencial individual e colectivo. Dotar o indivíduo, a equipa, o líder, o treinador de ferramentas, hábitos, experiências, normas colectivas, aperfeiçoando as acções para procurar manter o elevado desempenho. A razão porque o fazem é talvez ainda mais misteriosa e de alguma forma, intrigante.

Não bastando as respostas a estas duas vertentes ficarem longe de satisfazer, surgem ainda outras questões. Como podemos levar uma equipa a atingir elevados desempenhos em vários patamares que constituem as equipas? Que processos do treino? Para lá da complexidade de trabalhar em equipa, é possível resistir, retardar tanto quanto encorajar o crescimento e acelerá-lo?

Sabe-se que a cooperação assume uma importância basilar ao possibilitar que em períodos de maior dificuldade, permite discutir e acordar a definição de um conjunto de objectivos comuns para a equipa, desenvolver regras colectivas e comportamentais, mas existem outros processos.

A competência colectiva como parte integrante nas equipas de elevado desempenho, ou seja, o carácter dos elementos, a sua forma de responderem aos estímulos e o que consideram esperarem deles, o nível de motivação colectiva, conjunto de experiências pessoais e colectivas e por fim, as competências cognitivas como empatia, relacionamento interpessoal, capacidade de tomada de decisão, etc.

Mas como se distinguem as equipas de elevado desempenho das ‘outras’?

No desporto, mais do que em outras áreas, os resultados assumem uma importância fundamental que tanto pode ser fruto de bons processos de grupo ou ocultarem falhas existentes mas escondidas pelos resultados pontuais. Existem ainda assim algumas acções colectivas que distinguem e são aceites entre vários treinadores:
- As equipas de elevado desempenho estão hábeis para combinar a vertente individual e técnica com a coordenação das suas acções em prol de um objectivo comum sem nunca diminuir o rendimento das equipas;
- São exigentes com os processos que as rodeiam, dado que são equipas que querem resolver os desafios e entender os mesmos;
- Os elementos das equipas possuem flexibilidade para entenderem as diversas fases dos processos, para que em situações novas ou inesperadas possam prever e decidir com base nesse conhecimento;
- Partilham modelos mentais dos seus procedimentos funcionais, situações, processos de grupo, que promove uma implícita coordenação eficiente.

Existem ainda cinco áreas onde as equipas com desempenhos acima da média são superiores às restantes equipas:
- Excelente eficácia e trabalho de equipa apurado;
- Boa capacidade de adaptação a novos ambientes e desafios;
- Tomada de decisão e partilha cognitiva mais eficiente e célere;
- Liderança de equipa eficiente e consolidação dos processos;
- Eficácia colectiva e segurança psicológica que proporciona e transmite confiança a todos os elementos.

Acrescentaria ainda algumas características, que embora, estão presentes:
- Sentido de existência comum, um sentido e uma razão para existirem enquanto equipa;
- Objectivos específicos, mensurados e claros, que potencia a existência de planos de acção para cada atleta bastante concretos;
- Cada atleta entende a sua posição no seio da equipa, para lá de possuírem as competências para desempenhar essa mesma posição dentro da equipa:
- Comunicação aberta e fluida;
- Os elementos encorajam e suportam-se;
- Confiança mútua;
- Partilha frontal da distinção e responsabilização do sucesso ou insucesso.

Rui Lança

 

Não há memória de um assalto tão violento aos bolsos dos portugueses, tudo serve a este governo para asfixiar, massacrar o povo que trabalha, que trabalhou, e que vive dos seus parcos tostões para honestamente criar os seus filhos, ou viver o resto dos seus dias depois de dezenas de anos a trabalhar, com vencimentos e reformas condizentes com alguns países do 3.º mundo.

Por muito menos, em 1975, muitos de nós, nas empresas, nas ruas, defendemos a liberdade e a democracia contra uma ofensiva comunista que pretendia tomar o lugar daqueles que foram despojados do poder em Abril de 74. Surgiu então o 25 de Novembro, o dia em que este País regressou aos ideais da maioria esmagadora do povo português. Homens como Ramalho Eanes, Melo Antunes e Jaime Neves voltaram a dar-nos esperança. Uma esperança que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a desvanecer, devido a uma classe política pobre de ideias, cobarde, que nos maltrata e apenas pensa em si, olhando o POVO como meros peões nas suas jogadas de mau xadrez.

Políticos medíocres, governantes gananciosos, boys, girls, parlamentares de baixo nível, de tudo tem havido neste País à beira-mar plantado, onde os bons fogem, os maus ficam, deixando-nos cada vez mais nas mãos de seres como Sócrates ou Passos Coelho, isto para falar dos últimos, pois dos restantes haverá uma ou outra excepção, mas que também nada fizeram para que nos considerássemos cidadãos da Europa do Euro.

Está na hora. Nada mais resta ao POVO lusitano do que lutar com as armas que tem, tal como a letra final do Hino de Portugal indicia – “às armas, às armas, contra os canhões (políticos) marchar, marchar”.

A grande arma que o povo detém, ainda, é o VOTO. Sem votos não há políticos, sem votos não há partidos, sem votos não há presidente da República, por conseguinte não haverá gente a viver à custa do povo, que é o que acontece nos dias de hoje. Ministros, contra-ministros, boys, girls, tudo a viver bem e de forma faustosa à nossa conta.

Se entendermos Portugal como uma empresa, quem são os patrões e os empregados, quem recebe os vencimentos com o dinheiro dos nossos impostos? Quem viaja à custa dos nossos impostos? Todos aqueles que fazem parte do Governo, do Parlamento, o Presidente da República, ou seja, todos aqueles a quem nós demos o nosso VOTO.

A entidade patronal de todos estes senhores que se governam à nossa custa, que recebem a tempo e horas os seus vencimentos, mas que nada fazem para bem de uma empresa chamada Portugal, é o POVO, por isso, quando não cumprem, ao não atingirem os objectivos que se propõem, têm de ser despedidos, à luz da lei laboral, que eles próprios fizeram e se aprestam para promulgar.

Sem votos não há políticos, sem votos não há partidos, não há presidente, não há deputados, estes senhores que pensem no assunto, pois sem VOTOS não há Lapa, Rato ou Largo do Caldas, por isso não tratem mal a vossa entidade empregadora – o POVO.

Lobo Pimentel

 
Voleibol em Oeiras em ALTA


A equipa de Seniores Masculinos do Clube de Voleibol de Oeiras, e patrocinada pela CIN, tem dado que falar em muitos corredores do Norte. Numa modalidade em que aquela zona impera, os Seniores Masculinos de Oeiras apresentam este ano uma equipa renovada, muito competitiva e com grande espírito de equipa, aproveitando o treinador, Paulo Gonçalves, em quase todos os jogos, para rodar a equipa, sem que se note uma baixa de rendimento. Porém, esta renovação da equipa foi feita sem colocar em causa a sua raça original pois continuou-se a apostar, sempre, nos atletas oriundos da formação do CVO, cruciais na passagem ao resto da equipa do espírito CVO.

O pavilhão São Julião da Barra tem estado ao rubro cheio de público com a expectativa de bons momentos de voleibol e os nossos rapazes têm conseguido exceder as expectativas. Depois de 6 jogos os Seniores Masculinos do CVO vão cimentando o 1.º lugar da tabela classificativa.

O Voleibol em Oeiras já nos tinha dado outras alegrias, nomeadamente na época passada, com os Iniciados Masculinos, treinados por Marco Garcias, a sagrarem-se Campeões Nacionais!

Mas o que é isto do espírito CVO?

O CVO – Clube de Voleibol de Oeiras – tem um princípio que os pauta constantemente e os faz prosseguir com ânimo e crença no trabalho a desenvolver: a divulgação da modalidade do Voleibol em particular e no Desporto em geral pois acreditam que é uma das actividades educativas mais completas na formação de jovens sendo os resultados competitivos um mero culminar da excelência da expertise dos seus treinadores.

Dedicado, assim, desde 1974 à formação de jovens num ambiente familiar mas profissional e competitivo, e sempre incutindo valores de vida saudável e espírito de equipa, são já cerca de 250 Sócios num universo de cerca de 400 familiares e amigos. Têm sido, nos últimos anos, o Maior Clube em número de atletas federados no Centro e Sul do país e foram intitulados pela CMO como entidade de referência no Concelho no âmbito do desenvolvimento social e desportivo.

Com 11 equipas para a época de 2011/12 nos escalões de Formação, Competição, Campeonato INATEL e com uma novidade a nível Nacional, o Voleibol Social têm sede num lugar privilegiado em Oeiras, entre o Tribunal e a Igreja São Julião, com um Campo de areia e um Restaurante com esplanada.

É este o espírito CVO que é assim passado de escalão em escalão e de geração em geração!

Carolina Mendonça

 
Cabo Verde salta para o “top 10”

 

As bolas, pequenas, grandes, médias, já rolam nos diversos rinques, relvados, pavilhões dos dois concelhos que o Linha Desportiva serve como motor de informação desportiva das modalidades que os emblemas de Oeiras e Cascais abraçam, emblemas que vão garantindo à imensa juventude, um lugar para a prática dos muitos e variados desportos, que vão desde os populares futebol e futsal, ao minigolfe e petanca, não esquecendo aqueles que se fazem nas águas e areais que vão de Algés ao Guincho.

Com o início da época desportiva, e depois de um mês de Agosto parco em informação, Setembro rebentou com todas as estatísticas mensais do Linha Desportiva online. Desde o número de visitantes, às páginas visitadas e artigos e fotos copiados, Setembro, precisamente o mês em que o jornal em online fez um ano de vida, superou todos os números, duplicando-os.

Não houve novos países, mantendo-se os 64 além fronteiras, no entanto, o número de leitores aumentou muito nos Estados Unidos, que é a seguir a Portugal o país com mais visitantes, seguido da Grã-Bretanha, Alemanha, Japão, Roménia e Cabo Verde, que surpreendentemente saltou dos últimos lugares para a 7.ª posição à frente do Brasil, França, Suíça e Luxemburgo, países que acolhem muitos dos nossos emigrantes.

Este salto fantástico, chegando à centena de páginas visitadas, tem certamente uma razão de ser, não podendo ser outra: a presença de dois jogadores com raízes em terras cabo-verdianas, para além de outros possivelmente. São eles Luís Pina e Nilton Tavares, futsalistas que vestem a camisola dos Leões de Porto Salvo, equipa sensação de uma modalidade que tem no Benfica e Sporting os elos mais fortes.

O Linha Desportiva online é hoje, não tenho dúvidas, nos concelhos de Cascais e Oeiras, o jornal que mais informação desportiva fornece sobre os clubes, suas modalidades, resultados, aquele que segue, na maioria das vezes no terreno, o Desporto que acontece e se pratica nos dois concelhos. No entanto, ainda há muito a fazer, especialmente por parte dos clubes, e mesmo das autarquias, cuja comunicação não funciona, ou funciona muito pouco.

No dia em que a maioria dos dirigentes cascalenses e oeirenses tenham a noção que os seus emblemas têm que deixar de ser capelinhas, permitindo que os seus associados, adeptos e público em geral, tenham direito a acompanhar a vida social e desportiva dos clubes, e passem para a comunicação social regional – única que lhes pode dar visibilidade – informação e notícias, tenho a certeza que o Linha Desportiva chegará a números bem mais altos. Trabalhamos diariamente para que isso aconteça.

Lobo Pimentel

 
Um ano em online, quatro anos de vida

 

Há praticamente quatro anos a servir o Desporto que se faz nos concelhos de Oeiras e Cascais, o Linha Desportiva entra no próximo dia 10 de Setembro no seu segundo ano de vida em online, num formato criado à imagem do jornal papel que durante quase três anos foi distribuído nos dois concelhos, mas que chegava muitas vezes, levado pelos muitos visitantes das grandes superfícies, à capital, a Sul do Tejo e ao Norte do país onde o município portuense tem guardado religiosamente as quatro dezenas de exemplares editadas entre Novembro de 2007 e Junho de 2010, situação que tenho dificuldade em reconhecer que possa acontecer em Cascais ou Oeiras.

Um ANO DE VIDA a noticiar tudo o que nos chega e mexe desportivamente nos dois concelhos, ainda assim, temos consciência que ainda somos ‘desconhecidos’ para muitos atletas, clubes e Juntas de Freguesia, uma delas a do Estoril, que pouco ou nada se preocupa com a vida e imagem dos emblemas estorilistas, três deles com enormes pergaminhos no futebol, hóquei em patins e basquetebol.

Por isso, os nossos números na versão recente online do Linha Desportiva, que chegam a cerca de 60.000 visitas e 350.000 páginas visitadas, têm de nos orgulhar pelo trabalho desenvolvido em prol do Desporto que se faz e pratica nos dois concelhos. Apoios não são muitos, conta apenas com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, das Juntas de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Carcavelos e Cascais, e de alguns emblemas que sabem não ter lugar nas páginas dos jornais ou sites nacionais, dando por isso o devido valor ao trabalho e à imagem promovida pela imprensa regional.

A realidade dos números é de facto extraordinária, e no dia em que decidimos avançar com o Linha Desportiva online, estávamos longe de imaginar que, devido às novas tecnologias, como a internet, estaríamos a ser lidos em 64 países (além de Portugal) da Europa, América do Norte, América Central, América do Sul, Ásia, África e Austrália, onde certamente há portugueses que seguem atentamente os factos desportivos de Oeiras e Cascais, o que era impensável no formato papel.

Diariamente, o Linha Desportiva é visitado por leitores que estão na Alemanha, Andorra, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Chile, China, Chipre, Colômbia, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Emiratos Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hong Kong, Húngria, India, Irão, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Macedónia, México, Moçambique, Moldávia, Nicarágua, Noruega, Paquistão, Perú, Polinésia (francesa), Polónia, Porto Rico, Qatar, Quénia, República Checa, República Dominicana, Roménia, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia, Taiwan, Tunisia, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Números que apesar de tudo não nos deixam satisfeitos, pois temos a certeza que podemos ir mais longe. No entanto, para que tal aconteça, necessitamos da informação e notícias de todos os emblemas que mexem com o Desporto nos dois concelhos, sejam eles de Futebol, de Vela, ou de Corrida de Patins, as páginas do Linha Desportiva estão abertas a todas as modalidades, a todos os atletas.
Se tal acontecer, certamente que daqui a um ano os números hoje apresentados serão muito superiores, para bem do Desporto que se faz e pratica em Cascais e Oeiras e, está claro, de uma visibilidade maior dos atletas e clubes oeirenses e cascalenses, não só a nível distrital mas também nacional e internacional.

Lobo Pimentel

 
As melhores lá da rua...

 

“Presunção e água benta, cada um toma a que quer”. É uma expressão portuguesa usada muitas vezes para definir aqueles que se julgam acima dos outros, nos mais diversos sentidos da vida quotidiana, e que encaixa perfeitamente em algumas pessoas que lideram algo no Desporto que se faz em Portugal.

Um grupo de raparigas, algumas com jeito para jogar à bola, decidiu um dia fazer uma equipa para competir nos campeonatos de futsal lá da rua, onde rapidamente foram consideradas as melhores, pois os restantes grupos não tinham os atributos técnicos das suas jogadoras, encaixando desse modo algumas ‘cabazadas’.

Com as facilidades conseguidas na maioria dos jogos da rua, pois apenas tinham que se precaver em dois ou três confrontos, a formação, que era liderada pela ‘dona’ da bola, senhora com algumas luzes futsalistas, chegava com facilidade à disputa do título do bairro.

As golas levantadas à Eric Cantona e algumas “peneiras” pelo estatuto de campeãs da rua, protagonizadas por algumas das pupilas da ‘dona’ da bola, também ela muitas vezes altiva e distante, julgando-se a MAIOR, dando o exemplo a essa forma de estar das suas jogadoras, acabou por ditar resultados a que não estavam habituadas, pois os jogos a “feijões”, tidos como “favas contadas” no campeonato da rua, não eram possíveis no campeonato do bairro. Porquê?

Encarar os adversários da mesma forma, entrar nos jogos com garra, brio, vontade de vencer ou, pelo menos, perder a lutar, a dar o tudo por tudo, é a atitude que a maior parte das equipas do bairro apresentam, atributos fundamentais para ultrapassar dentro das quatro linhas de jogo as mais valias técnicas, bons equipamentos e melhores condições de trabalho.

Humildade na hora das derrotas, saber o porquê de alguns dos resultados negativos, olhar a crítica como meio para crescer, e ter a coragem suficiente para encarar os muitos erros nos jogos, de onde não podem ser dissociadas as vaidades de algumas jogadoras, verberando e castigando atitudes menos próprias, como a falta de atitude nos jogos e de respeito pelas adversárias, pode ser o REMÉDIO para um dia deixarem de ser as melhores lá da rua… e passarem a serem as melhores do bairro.

Lobo Pimentel

 
Oeiras: um concelho de campeões

 

Passaram-se dez anos desde a altura que pela primeira vez estive no velho rinque do Clube Recreativo Leões de Porto Salvo. Fui convidado por um dos muitos amigos que fiz no futsal, e que aproveitando a minha saída do Benfica, formação que fiz nascer para a modalidade com Armindo Cordeiro e Alípio Matos, tentou persuadir-me para que me envolvesse no projecto, que ele esperava levar o “seu” clube a conseguir chegar um dia.

António Nova, pai do ainda jogador Pedro Nova, e que infelizmente já não está entre nós, falou-me do projecto de um novo pavilhão, hoje uma realidade, e do sonho de ver os Leões de Porto Salvo a jogar numa das divisões nacionais.

António Nova não marcou presença na festa do título secundário. António Nova também não o fez na subida à 1.ª divisão nacional. Mas António Nova esteve certamente no coração de muitos sócios e adeptos porto-salvenses na hora dos êxitos que ele um dia me confidenciou sonhar que acontecessem, em menor escala, pois nunca pensou que o “seu” Leões de Porto Salvo chegasse tão longe e que estivesse lado a lado com Sporting e Benfica na mais alta roda do futsal nacional. O sonho de António Nova concretizou-se.

O concelho de Oeiras está de parabéns, como estão de parabéns os emblemas oeirenses que recentemente conquistaram títulos nacionais – o Clube Recreativo Leões de Porto Salvo e o Clube de Voleibol de Oeiras.

O primeiro sagrou-se Campeão Nacional de Futsal pela primeira vez na história do clube, com a sua equipa sénior masculina, recebendo no seu pavilhão e perante o seu público, o troféu conquistado na divisão secundária, festejando ainda um lugar na divisão principal do futsal lusitano.
Mas a história futsalista dos Leões de Porto Salvo não fica por aqui, já que ao nível da formação os jovens infantis masculinos e juniores femininos conquistaram os respectivos campeonatos distritais, o que releva o trabalho que tem vindo a ser feito pelos actuais dirigentes.

O segundo, tal como o primeiro, fez história no derradeiro fim-de-semana de competição ao conquistar pelas mãos dos seus jovens iniciados masculinos o ceptro de Campeão Nacional de Voleibol, único título do Clube de Voleibol de Oeiras na época de 2010/2011, mas que teve um sabor especial para os seus treinadores e dirigentes e que marca uma aposta na formação.

Dois emblemas, que juntamente com a Sociedade de Instrução Musical Escolar da Cruz-Quebradense, cujas simecquinhas sub-16 viraram mais uma página na história do emblema mais antigo do concelho oeirense, sagrando-se campeãs nacionais de Basquetebol, deram mais um empurrão a nível nacional para que os Clubes de Oeiras inscrevam o seu nome no livro dos Campeões de Portugal.

Lobo Pimentel

 

Caro Lobo Pimentel,

Não podia deixar de te dar os parabéns pelo teu, uma vez mais, excelente editorial e que desta vez recorda quem em 1997, me desafiou para assumir os destinos do Clube Recreativo Leões de Porto Salvo, o nosso amigo António Nova.

Na altura, estavam as portas fechadas atendendo a um vazio directivo, havia contas para pagar, havia um ringue descoberto e com poucas condições para as modalidades, o futsal e a pesca. Hoje passados 14 anos, e com a ajuda e colaboração de muita gente anónima e amigos como tu, conseguimos chegar ao mais elevado patamar, daquela que é a nossa modalidade bandeira, o futsal.

No passado dia 11 de Junho, o título também foi muito dele e para ele.
Que Deus o tenha em descanso, mas estou certo que esteja onde estiver, estará tão feliz quanto nós.

Para atingirmos o que desejamos na vida, temos primeiro que sonhar e depois trabalhar para concretizar.
Limitei-me a fazê-lo ao longo dos últimos 14 anos, acompanhado de muita gente de valor e que anonimamente dá o seu melhor por este clube a que me orgulho de presidir.
Não posso esquecer, o apoio que julgo que merecidamente o Poder Central e a Câmara Municipal de Oeiras também nos tem dado.

Muito importante, ainda, o termos, em minha opinião, sabido conciliar os êxitos desportivos do clube, com a formação dos homens e mulheres do amanhã, na patinagem, karaté, atletismo, pesca, ténis de mesa e futsal, criando espaços dedicados aos nossos jovens, como a biblioteca e a sala de estudo acompanhado, criando espaços para os nossos idosos, a sua sala de convívio e preocuparmo-nos com a nossa participação enquanto força viva, com aquelas que são as grandes preocupações de todos, como por exemplo, as 24 horas contra a pobreza e a exclusão social, o ano do voluntariado, o banco de recolha de bens e donativos destinados às famílias mais carenciadas..., são algumas das últimas iniciativas do clube.

Dignificamos a nossa terra, Porto Salvo e a sua gente. O nosso concelho, Oeiras.
Somos e queremos continuar a ser um Clube Moderno. Um Clube do Futuro.
Precisamos do apoio e da ajuda de TODOS.
Muito obrigado Lobo Pimentel.

Jorge Delgado
Presidente do CR Leões de Porto Salvo

 
Uma época para mais tarde recordar

 

36 anos de vida, um emblema nascido em condições muito particulares, por famílias vindas de África que com os seus haveres “atracou” no Bairro dos Lombos, em Carcavelos. Muitos dos seus jovens tinham o Desporto como atracção, acabando por levar à criação do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos, cuja história já foi escalpelizada numa das derradeiras edições do Linha Desportiva em papel.

Um clube que no início teve no Voleibol a sua modalidade rainha, e que nos dias de hoje não faz parte das modalidades praticadas pelas muitas centenas de atletas de todas as idades que dia a dia vagueiam pela sede, pavilhão dos Lombos ou pela praia de Carcavelos, procurando o seu espaço no Futsal, Basquetebol e Surf.

Títulos é coisa que não falta no CRC Quinta dos Lombos, especialmente no Surf, com o Basquetebol e o Futsal a darem uma ajuda no embelezamento da Sala de Troféus, especialmente a partir de 2009 quando estas duas modalidades, no feminino, conquistaram os seus primeiros grandes títulos consagrando o clube como Campeão Nacional da 1.ª divisão (basquetebol) e Campeão Distrital da 1.ª divisão (futsal).

Subidas, descidas, títulos, foi coisa que sempre aconteceu ao longo dos anos no CRC Quinta dos Lombos, no entanto, a época de 2010/2011, que agora terminou para o Basquetebol e Futsal do emblema auri-negro de Carcavelos, é digna de ser escrita a ouro na história do clube.

A equipa sénior de Basquetebol, comandada por José Leite, a militar no seu segundo ano no topo da modalidade, na Liga Feminina, conquistou as três provas oficiais da época, Taça da Liga, Taça de Portugal e Campeonato da Liga, superando de forma sensacional e inesperada os grandes emblemas do basquetebol feminino luso, alcançando até aos dias de hoje o maior feito desportivo dos 36 anos de história do CRC Quinta dos Lombos.

No Futsal, as duas formações seniores femininas sagraram-se campeãs distritais da 1.ª e 2.ª divisões, disputam neste momento a fase final da Taça Nacional, com probabililidades de trazerem mais um título para Carcavelos. A equipa júnior masculina arrebatou o troféu de campeões da 2.ª divisão distrital, depois de ter garantido a subida à divisão maior do escalão, situação que os juvenis masculinos também alcançaram, juntando-se no topo dos campeonatos distritais às formações de iniciados e infantis, marcando dessa forma presença na 1.ª divisão distrital com todos os escalões em 2011/2012.

Por último, a equipa sénior masculina, que após três épocas a militar na 3.ª divisão nacional pulou para a divisão secundária futsalista, fazendo parte de uma época, recheada de êxitos, para mais tarde recordar…

Lobo Pimentel

 
Um voto na maioria

 

Muitas coisas mudaram desde o meu último editorial.

Sócrates finalmente foi corrido, estamos a caminho de mais um acto eleitoral no País, estamos mais tesos do que nunca, há uns senhores cada vez mais ricos, no meu clube, a dupla Couceiro e Lima (paupérrimos treinadores) continuaram os erros vindos de trás, na nova direcção só tenho fé no vice Carlos Barbosa, enfim…, e como as desgraças nunca vêm só, tenho de continuar a levar com o chorrilho de mentiras do dito engenheiro de maningâncias, assim como dos seus lacaios, que defendem até à última os tachos, como é o caso de um senhor militante do CDS, cujo nome escuso escrever, o que não aconteceria se fizesse menção ao porco que o meu vizinho tem no quintal, que viu agora premiada a sua paixão ao patrão socialista, ganhando o lugar de deputado pelo círculo de Leiria.

Sobre as eleições que aí vêm, não vale a pena perder muito tempo, pois o meu voto está definido há muito e irá engrossar aqueles que pretendem um governo que defenda na medida das possibilidades a classe média, que nos dias de hoje anda pela rua das amarguras, que restabeleça a confiança, imprima uma dinâmica vencedora, e sobretudo que dê o devido valor à juventude deste País, abrindo-lhes as portas para um futuro mais risonho, criando empregos em vez de miséria.

Por tudo isto, o meu voto não será certamente socrático, ou naqueles pseudo-intelectuais de esquerda seguidores de uma política de nada, traumatizados da boa vida que levam, pois dinheiro e bons tachos não lhes faltam.
Também não votarei nos que se dizem proletários, alguns até o são, apesar de reconhecer que nos dias que correm foram dos poucos que, pasme-se, mais defenderam a tão delapidada classe média a que pertenço, restando-me, por isso, duas soluções de voto: o útil e o útil.

Dia 5 de Junho lá estarei a votar para bem do meu País, da minha família, dos meus amigos, e sobretudo para derrotar um “palhaço” que um dia alguém fez chefe do governo. Um chefe que fez deste belo espaço à beira-mar plantado o quartel-general de incompetentes, pedófilos, assassinos e ladrões, basta ver, ler e ouvir as notícias do dia a dia para constatar o MAL que o clã socrático fez a este País, por isso só o gozo de uma goleada pode satisfazer os verdadeiros descendentes de Viriato e D. Afonso Henriques, para que o homem emigre pela porta pequena da política portuguesa direito aos braços do seu amigo venezuelano, onde pode continuar a vender computadores…

Lobo Pimentel

 
O Circo hitleriano de Leça de Palmeira

 

Tal como em tempos idos e que jamais queremos regressar, ou voltar sequer a passar de forma leve, fomos levados a assistir, via televisões, a uma demonstração de um novo hitlerismo na pessoa de José Sócrates, numa sala de Leça de Palmeira e não de Matosinhos, com muitas centenas de militantes levados em autocarros para bajularem em histerismo aquele que, nos dias de hoje, com tiques de novo Hitler, pedante, vaidoso e arrogante, discursa às massas de forma delirante, ameaçando tudo e todos, pois quem não é por ele é contra o Estado, tal como fazia o profeta da raça ariana.

O Circo estava montado, nem os palhaços faltaram à festa socrática, de resto havia de tudo um pouco, os antigos, os actuais e os que se perfilam já como candidatos aos lugares de deputados, governantes, administradores de empresas públicas, e, está claro, os chamados “boys” socialistas, sempre prontos a dar a “vida” pelo grande líder a troco de um lugarzinho pago em milhares de euros.

Algumas múmias políticas, entretanto desaparecidas após revezes eleitorais, deram à costa, caso de Ferro Rodrigues, outra, caso de Manuel Alegre, reapareceu para desmentir o seu tão apregoado esquerdismo, fazendo um discurso de apoio a quem ele, na campanha eleitoral presidencial há cinco anos, denominava de político de direita, tal como o edil lisboeta António Costa, que sempre esteve bem com Deus e com o Diabo, serviu uma vez mais de capacho a Sócrates para preservar o tacho.

Muitos foram os palhaços que durante três dias deambularam pelo chamado congresso da unidade, cujo final fez lembrar um comício hitleriano, a uma só voz, com apenas uma bandeira, felizmente a portuguesa, usada de forma melodramática pelo partido do senhor engenheiro de curso domingueiro, tentando fazer crer que o profeta que nos levou à desgraça, para não dizer já bancarrota, é o único defensor dos desígnios nacionais além fronteiras, tal como faziam Hitler ou Salazar, mas este, pelo menos, ficou na história de Portugal como um estadista honesto, o que não vai acontecer com Sócrates.

O Circo chegou ao fim, em delírio, Assis fica de forma memorável ligado ao espectáculo circense de Leça de Palmeira, tal como já tinha ficado ao de Felgueiras, por motivos diferentes está claro, desta vez não foi necessário fugir, os espectadores eram todos fiéis ao pastor-mor, um discurso próprio dos chamados “puxa-saco”, exagerando nos elogios ao “Deus” Sócrates, um discurso subserviente, com laivos de lirismo à mistura, próprio daqueles meninos de coro, queixinhas, a quem chamávamos “zéquinha”…

No discurso final às tropas, regado com as mentiras habituais, disparando em todas as direcções, Sócrates apelou ao povo que acreditasse uma vez mais nele. A determinada altura tive pena do homem, vi que estava de fato escuro, tal como na noite em que anunciou recorrer à ajuda externa, como se estivesse num velório ou funeral, e percebi que afinal esta era mais uma peça montada, com choradinhos aos idosos, aos jovens, aos funcionários públicos, aos professores que tanto têm maltratado, à imprensa de quem não gosta, incluindo a Manuela Moura Guedes, para que não o deitássemos para o caixote de lixo…
Por mim já lá mora!

Lobo Pimentel

 
Juventude (e não só): vamos à luta!


Vivem-se tempos difíceis.
O País está, como é costume dizer-se, a balões de soro por todo o lado, a maioria da juventude, grande parte dela licenciada, não tem trabalho. Na sua área já nem se fala, pois quando o procuram ouvem aquela frase que há 38 anos era impensável – o lugar é seu, mas durante seis meses paga para trabalhar!

São os escritórios dos grandes advogados, os patrões dos grandes jornais, de grandes superficies e empresas, muitos dos quais, por vezes, aparecem nos ecrãs televisivos a criticar a situação, quando eles próprios aproveitam-na para encherem os bolsos à custa dos muitos jovens. Jovens esses que, alguns dos quais, com muitos sacrifícios conseguiram tirar o tal curso que tanto ansiavam, e que, especialmente este governo socrático, diz ser essencial para o nível académico do País, mas que nada faz para acabar com o flagelo de desemprego que assola a juventude, e não só, deste Portugal cada vez mais atolado na porcaria que os pseudo-políticos criaram com leis que apenas os defendem.

No próximo sábado, dia 12, os jovens, e não só, preparam uma manifestação de protesto contra este estado de sítio a que chegámos, e que está a levar para o fosso a grande maioria do povo português. Sim, a grande maioria, pois há aí muita gente a sorrir e a viver à custa dos impostos, instalados em bons carros com os depósitos cheios, a comerem à grande e à francesa, e sem preocupações de desemprego pois os tachos mudam de mãos num abrir e fechar de olhos.

Até que enfim que os jovens deste País acordaram. Há bastante tempo que digo aos meus filhos que deviam ir para a rua, tal como eu fui na hora de defender a democracia de uma ditadura comunista que quiseram implantar após o 11 de Março de 1975, e que foi travada com o 25 de Novembro, o verdadeiro dia da implantação da democracia em Portugal.

Não temam, pois muitos dos vossos pais nas ruas, nas grandes empresas, em jornais como os velhos “Século” e República, Diário de Notícias e alguns mais recentes e que também desapareceram ao longo dos tempos, lutaram para que vocês, filhos e netos, a juventude de agora, pudessem viver em liberdade, num País da Europa Ocidental, e não neste lugar sebento, mal cheiroso, próprio dos países do 3.º mundo, que os muitos políticos que nos governaram até aos dias de hoje foram criando, afastando-nos da tal Europa que tanto sonhávamos.

Vão para a frente. Eu também lá vou estar, e se for necessário voltarei a lutar para que Portugal seja dos portugueses, para que haja trabalho, para que não haja a fome e miséria que nem no tempo da “outra senhora” existia.
Vou lá estar, porque também eu que trabalhei uma vida inteira, tenho o direito de viver descansado o resto da minha vida, o direito de ver os meus filhos e netos serem alguém, não à custa de lobys, mas sim com o fruto do seu trabalho, da sua imaginação, do seu querer, tal como eu tive oportunidade quando da minha juventude.

Está na hora de lutarem pelo vosso futuro, contra os muitos “Sócrates” deste País, com ar bonacheirão, risinhos nervosos, malcriados, incompetentes e que vos/nos puseram na penúria.
Vamos à luta.

Lobo Pimentel

 
O Povo é Sereno

 

O facto mais interessante destes últimos tempos é certamente a invencibilidade da equipa sénior de futsal dos Leões de Porto Salvo, assim como a de voleibol do Clube Nacional de Ginástica, manterem-se neste momento totalmente vitoriosas nos respectivos campeonatos.
De resto, este pobre País plantado à beira-mar continua a caminhar para o abismo.

Senão vejamos: Cavaco Silva continua como presidente, pois venceu as eleições como era de todo esperado, o poeta está a escrever mais um livro, com o título – “Mon ami Mário Soares” – num qualquer refúgio em Argel, o Coelho depois de brincar às campanhas eleitorais regressou à Madeira, e o governo socrático continua a fazer-nos a folha todos os dias com o apoio laranja, que não tem nada de mecânica, como a célebre selecção holandesa, que em velhos e longos tempos nos dava música nos relvados, inspirada nos grandes compositores, enquanto a música que se ouve ali para os lados da “Assembleia do Povo” é mais pimba, daquela que bate, tira, saca, etc…

Os preços continuam a aumentar desenfreadamente. É a gasolina, o gasóleo, são os alimentos, os impostos, agora paga-se até para poder trabalhar, tal como acontecia na Idade Média, estamos a andar para trás, mas o Povo continua sereno demais, o que me faz recordar a frase do Almirante Pinheiro de Azevedo, primeiro-ministro deste País, no mês de Novembro de 1975, “O Povo é Sereno”, e que foi título de primeira página de todos os jornais da época… no entanto, ninguém faz nada.

O senhor continua a gorvernar com um sorriso largo nos lábios, continua a brincar na Assembleia, continua a dar uma de gozo com os líderes mais à esquerda, mantém o enorme séquito de incompetentes à sua volta, continua a dar liberdade a ladrões, mas aqui compreende-se, pois se as leis voltassem atrás, a maioria dos políticos estavam atrás das grades. O Povo que o diga, pois todos os dias é vítima de assaltos, assaltos impostos por decreto, para que Sócrates e Cª continuem a desfrutar de regalias que o Povo não tem.

No meio de tudo isto, uma notícia que nos deixa tristes: António d’Orey Capucho suspendeu o mandato de presidente da Câmara Municipal de Cascais.
Não há insubstituíveis como é costume dizer-se, mas a verdade é que o homem, o político, de nome António d’Orey Capucho, é difícil de substituir, de tal maneira que daqui a cinco anos eu apostava nele para presidente da República, pois é sem qualquer dúvida um dos últimos dinossauros da política em que acredito para o mais alto cargo da Nação.

Os restantes embrulhem-nos e enviem-nos para o Egipto, porque aí, o Povo não é sereno, e quando lhes vão aos bolsos… os ditadores tremem e as cabeças rolam.

Lobo Pimentel

 
Abstenção é a arma do povo


Estamos em plena campanha eleitoral para o mais alto cargo da Nação.
Até aos dias de hoje, e após o 25 de Novembro, jamais assisti a tamanha peixeirada entre candidatos a qualquer cargo político.
A esquerda unida, por um poeta, dois médicos, um electricista e um “coelho” vindo do outro lado do Atlântico, habituado às mais diversas palhaçadas no reino de Jardim, decidiram apontar baterias ao candidato-presidente, arremessando e repisando no folhetim da compra e venda das acções.

Os discursos, porcos e maus, são de nível baixo, próprios dos políticos que nos têm governado ao longo destes miseráveis 36 anos, dizem eles em DEMOCRACIA, uma democracia podre, bafienta, que deixou o povo deste País com os bolsos rotos, enquanto esta fornada de políticos vive com eles cheios, que já não convencem a maioria dos eleitores, por isso o receio, o MEDO, de uma ABSTENÇÃO esmagadora, ou seja um cartão vermelho a estes novos VELHOS DO RESTELO.

O País necessita de uma varredela política, estes já comeram tudo – como cantava Zeca Afonso na sua canção – e não deixaram nada. Uma letra feita nos tempos de Salazar, mas tão adaptada aos tempos que vivemos hoje, o tempo de Sócrates.
Restam ao povo as ruas (cheias de buracos) para passearem, ruas cada vez mais desertas originadas por políticas massacrantes, reduzindo o cidadão português a uma pobreza própria de países do terceiro Mundo. Velhos são os tempos em que as esplanadas tinham gente, os restaurantes estavam apinhados, as lojas vendiam, o dinheiro girava.

Nos dias de hoje, o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, a classe MÉDIA está praticamente extinta, o desemprego aumenta, os jovens não têm futuro, os impostos para sustentar o “bando” são catanas sobre as cabeças dos trabalhadores com parcos salários, os jovens casais ficaram sem os abonos para os filhos, sem incentivos à natalidade, este é o País que temos, o País que os políticos que nos têm governado nos ofereceram até hoje.

É a resolução destes problemas que o País necessita, é isto que o povo quer ver discutido na praça pública e não os mexericos de meia dúzia de indivíduos, candidatos ao mais alto cargo da Nação portuguesa, como infelizmente temos vindo a assistir.

É por isso, e porque Cavaco não teve a coragem de demitir Sócrates e a sua gentinha, que pela primeira vez não vou exercer o meu direito democrático, votar em alguém que mereça, alguém que não tenha MEDO, alguém que reponha os direitos de quem TRABALHA, alguém que não SAQUE o pouco que o povo têm – por tudo isto e porque estou farto de políticos sem dimensão, desta vez ABSTENHO-ME…

Lobo Pimentel

 
Um 2010 para esquecer,
que venha rápidamente o 2012



O ano de 2010 está a dar os últimos suspiros. Foi um ano negro e fúnebre para os portugueses, cujo País é dirigido por um bando com ordem para roubar, despedir e deixar na miséria milhões, enquanto o séquito governante continua a sorrir vivendo à grande à custa dos impostos que cobra, tal como acontecia na Idade Média com os tiranos que impunham a sua lei pelas espadas, estas hoje substituídas pela palavra Democracia, que serve para os “gatos-pingados” ao serviço de Sócrates e Cª, apenas, para esmifrar o pouco que ganha quem trabalha, deixando-os na penúria, enquanto suas senhorias pseudo engenheiros e doutores mantêm mordomias, comem à grande e à francesa, precisamente do esmifranço que o Zé Povinho todos os dias sente na carteira.

O ano vai acabar sem que ninguém tivesse feito nada para acabar com toda esta rebaldaria. O senhor de Belém, agora que as eleições estão à porta, vem a terreiro criticar algumas coisas, no entanto, nada fez na defesa do povo que o elegeu, escudando-se nas suas competências, continuando a fazer dos portugueses seres analfabetos.
Só que nem todos são analfabetos, por isso, eu pelo menos, não voto em quem não me defende, o que vai acontecer pela primeira vez nestes 36 anos e tal a que chamo uma pseudo-democracia.

2010 está no fim, e com ele algumas figuras relevantes desapareceram sem poderem ver Portugal como um País verdadeiramente integrado na Comunidade Europeia, pois continuamos a ser a plebe da Europa no que respeita a alguns direitos, como o de receber o preço justo pelo trabalho, enquanto somos fidalgos a pagar impostos…

Ernâni Lopes, Carlos Pinto Coelho, Aurélio Márcio e Pôncio Monteiro foram alguns dos que recentemente nos deixaram. Dos quatro, um marcou profundamente um longo período da minha vida profissional, o Aurélio Márcio.

Um jornalista que tive a honra de acompanhar em muitos cantos do Mundo, companheiro de muitas horas fora e dentro dos campos do desporto-rei, o Futebol, e que nos anos 80, tal como o seu filho João Alves da Costa, fazia parte da plateia de jornalistas desportivos que Wilson Brasil homenageava com os seus “Gândulas”.

Foi precisamente no meu primeiro campeonato do Mundo, Espanha 82, que tive a honra de trabalhar junto de um naipe de grandes jornalistas: Vítor Santos, Nuno Ferrari, Neves de Sousa, Viriato Mourão, António Castro, Guita Júnior e está claro Aurélio Márcio, juntamente com a equipa da então Gazeta dos Desportos – o primeiro jornal a cores em Portugal – constituída por mim, o João Querido Manha e o Daniel Reis.

Aurélio Márcio foi um dos grandes mestres do jornalismo desportivo em Portugal, preocupando-se com os mais jovens, ajudando-os a crescer como jornalistas, foi um dos Professores de uma geração que está agora a dar os últimos passos nos jornais portugueses, e que eu, apesar de nunca ter feito parte da sua equipa redactorial (pois quando fiz parte de “A Bola” o Aurélio já não fazia parte do seu quadro), me orgulho de pertencer ao núcleo dos que mereceram os seus reparos e elogios. Tal como o meu amigo Santos Neves titula no seu artigo na “A Bola” – Obrigado senhor Aurélio.

Lobo Pimentel

 
O regional Linha Desportiva é hoje internacional


Dois meses de vida em formato online, somados ao formato papel, dão ao Linha Desportiva no próximo dia 15 de Novembro 3 ANOS de artigos de opinião, notícias, reportagens e entrevistas sobre o muito Desporto que se faz nos concelhos de Oeiras e Cascais.

O êxito do Linha Desportiva em formato papel foi por demais evidente, ainda hoje muitos leitores procuram-no nos pontos de distribuição, como é o caso das grandes superfícies como o Oeiras Parque, Alegro, Cascais Villa e a loja Sportzone no Cascais Shopping, que davam leitura a mais de 10.000 visitantes.

Hoje o Linha Desportiva está disponível apenas em formato online, praticamente com a mesma roupagem, procurando servir o maior número de modalidades, os emblemas e atletas da Linha, e apoiando as autarquias nos seus mais diversos eventos, tal como o fazia em papel, criando para isso uma paginação agressiva, bem diferente dos restantes websites.

Dois meses passados e as estatísticas continuam a dar-nos motivos de satisfação. Uma média de mais de uma centena de visitantes diários, com o fim-de-semana a ultrapassar por vezes as duas centenas, e ainda os leitores de 13 países que visitaram o Linha Desportiva online no seu primeiro mês de vida, com o seu número a aumentar de forma significativa, hoje são 30 países contando com Portugal.

Há portugueses em todos os cantos do Mundo, e para constatá-lo estão os leitores dos mais diversos continentes, com este segundo mês a continuar a merecer a visita dos primeiros treze países, Estados Unidos, Brasil, Japão, Angola, Grã Bretanha, Alemanha, França, Suécia, Suiça, Bélgica, Espanha, Noruega e Polónia, somados agora a Hong Kong, Roménia, Canadá, Rússia, Holanda, Húngria, Lituânia, Paquistão, Índia, China, Chile, Cabo Verde, Coreia do Sul, Tailândia, Costa do Marfim e Argentina.

Por isso pode dizer-se que o Linha Desportiva ultrapassou fronteiras inimagináveis. Do círculo de leitores dos concelhos de Cascais e Oeiras, passando mesmo para localidades limítrofes como Sintra, Amadora e Lisboa, o actual Linha Desportiva galgou mundo, é hoje companhia de muitos dos nossos emigrantes que desejam estar a par dos feitos dos clubes e atletas da Linha, por isso podemos afirmar que o Linha Desportiva se internacionalizou.

Lobo Pimentel

 
Uma história de engenheiros

 

A história repete-se muitas vezes ao longo dos tempos. Nascido em 1898, Artur Virgílio Alves dos Reis, estudou engenharia, fez mesmo o primeiro ano do curso, mas abandonou-o para casar. Emigrou para Angola onde se fez passar por engenheiro (onde é que já ouvi isto) com um diploma falsificado da Polytechnic School of Engineering, começando aí a sua saga como o MAIOR BURLÃO da história portuguesa, possívelmente um dos maiores do Mundo.

Os casos à sua volta são muitos: Ambaca, as notas de 500 escudos com a efígie de Vasco da Gama, a compra da companhia de Caminhos de Ferro em Moçamedes, Angola, enfim uma série de burlas que envolveram, também elas, uma empresa britânica, a Waterlow & Sons Limited de Londres.

Pelo meio fomos um País de bons costumes, não que não houvesse outros doutores e engenheiros que não metessem ao bolso o que não era deles, no entanto, tivemos alguém que apesar de nos governar em ditadura, deixou nos cofres do Banco de Portugal muito ouro, e dizem os historiadores que morreu pobre.

Depois de muitos governos que não souberam, ou não quiseram, integrar de forma absoluta Portugal na comunidade europeia a nível financeiro, continuando os portugueses a receberem ordenados de miséria comparados com os restantes países. Ainda assim, pagando o mesmo ou mais, pelos bens de consumo fundamentais para viver o dia a dia, basta viajar para Espanha, França, Bélgica ou Inglaterra para verificar que o preço da carne, peixe, pão, etc, é o mesmo que em Portugal…, no entanto, o ordenado mínimo dos belgas e ingleses é mais de o dobro dos pobres lusitanos à beira-mar mal governados durante todos estes anos.

Quase um século depois a história parece repetir-se. Sentou-se na cadeira do governo alguém que diz ser engenheiro, com um diploma com data de um domingo, que a ordem não reconhece, entre os muitos casos que a imprensa tem lançado e relançado ao longo dos últimos anos: das “engenhocas” na Guarda, ao caso Freeport, que por coincidência envolve também a Inglaterra, Face Oculta, a telenovela TVI, enfim, uma série de histórias todas elas mal contadas, sempre com personagens ligadas ao engenheiro que agora nos governa.

Depois de luz e ouro, com que foi iludindo o povo, dá-nos agora a provar o fel e o vinagre de anos de má governação, de grandes viagens e festanças à custa do erário público, de gastos sumptuosos, de vencimentos super-avultados a boys do partido, também muitos deles com “Drs” duvidosos, tudo à grande e à francesa, pois quem vai pagar é o Zè Povinho, nem que seja à martelada… de impostos.

A história vai repetir-se, o engenheiro de há dez anos saiu de modo próprio, governou mal, mas deu a cara, deixando o País em cacos. O “engenheiro” de hoje, não quer sair, percebe-se, pois os que viessem a seguir iriam dar com um caos financeiro indeterminável, por isso tenta por todos os meios, mesmo levando os portugueses da classe média à pobreza, e os já muito pobres à miséria, a carregar nos impostos levando-nos a trabalhar para si e para o seu séquito, que no dia a dia, como governantes, andam bem montados, não pagam gasolina, uma das mais caras da Europa, comem e dormem de borla, para além de uma série de usufrutos à custa dos contribuintes, e ainda por cima quando na Assembleia discutem os muitos amargos de boca que levam o povo a passar, fazem-no a rir…, como os palhaços o fazem no circo, a não ser que para Sócrates e afins a Assembleia da República seja um Circo.

Mas a história repete-se ainda mais quando sentimos que nos estão a ir ao bolso, e de forma legal e aí, talvez seja essa a única diferença entre o “engenheiro” nascido no século XIX, e o “engenheiro” nascido no século XX, de resto estamos a ser BURLADOS à força toda, e o que mais custa é que estes senhores quando saírem do governo, vão rir-se mais, com bons tachos, e de certeza que não morrem pobres…

Lobo Pimentel

 
Expectativas ultrapassadas


Às 00h00 de sábado, dia 11 de Setembro, David Santos (o criador deste espaço) com um pequeno clique dava vida à segunda fase do Linha Desportiva.

Nesse dia, o primeiro em online, o Linha Desportiva teve a visita de 98 leitores.
Passaram 30 dias e as estatísticas são auspiciosas, temos consciência que o www.linha-desportiva.com ainda não é do conhecimento da totalidade dos desportistas dos concelhos de Oeiras e Cascais, quanto mais de todos os seus munícipes, mas não podemos deixar de ficar satisfeitos com a forma como estamos a crescer dia a dia.

No entanto, uma “guerra” já foi ganha, a internacional.

Leitores de 13 países, de quatro continentes, têm viajado pelas páginas do Linha Desportiva – Estados Unidos e Brasil (americano), Japão (asiático), Angola (africano), Grã Bretanha, Alemanha, França, Suécia, Suíça, Espanha, Noruega, Polónia e Bélgica (europeu) – procurando inteirarem-se do Desporto que se faz nos concelhos de Oeiras e Cascais, o que desde já supera todas as expectativas criadas em torno deste projecto, pois quando demos o pontapé de saída no dia 11 de Setembro, apenas há UM MÊS, não nos passava pela cabeça ter leitores na Europa, quanto mais por esse Mundo longínquo como é o caso do Japão, Estados Unidos e Brasil.

Começámos com quase uma centena no final do primeiro dia, passados 30 dias, foram quase TRÊS MIL (2.953) os que viajaram pelas páginas do Linha Desportiva, o que para os entendidos destas coisas é um resultado brilhante, mais ainda se analisarmos que a sua divulgação está nas mãos dos clubes, atletas e dirigentes, no boca a boca dos amigos, e não por grandes cartazes de rua ou por uma grande máquina publicitária.

No entanto, a nossa satisfação não é total, a grande maioria dos clubes continuam a ser umas “capelinhas”, fecham-se, guardam para si as notícias, os grandes momentos desportivos e os eventos que ao longo do ano organizam.

No passado fim-de-semana um dos emblemas mais antigos no País fez 130 Anos, sendo alvo de Grande Reportagem no Linha Desportiva. No entanto, a minha presença na Sessão Solene só aconteceu porque um colega de um jornal nacional me fez chegar a notícia. Do clube, nem uma linha, no entanto, o profissionalismo falou mais alto e mesmo sem ser convidado marquei presença, o resto fala pelo que está publicado…

Lobo Pimentel

 
Superou as expectativas


Não foi fácil aceitar a “morte” do Linha Desportiva papel. Penso que o jornal nas dezenas de bancas de distribuição nos concelhos de Oeiras e Cascais, especialmente nos grandes centros, era já um hábito para algumas dezenas milhares que durante os momentos de descanso, em casa, no café ou mesmo no trabalho, liam interessadamente o único meio que dedicava as suas páginas ao muito Desporto que prolifera por Cascais e Oeiras, pois para além dos dois municípios gerarem e apoiarem dezenas de eventos das mais diversas modalidades por ano, os concelhos têm um manancial importante no Desporto que se faz a nível distrital e, porque não dizê-lo, também a nível nacional.

No entanto, uma bomba (notícia) caiu nas redacções dos jornais. O editor do grande The New York Times, Arthur Sulzberger, acabou por admitir que num futuro próximo o jornal norte-americano deixará de ser impresso passando apenas a ser editado online!
Começo a ficar mais aliviado e quiçá, com a ideia que o pequeno Linha Desportiva adiantou-se a um dos gigantes mundiais da imprensa…

Alguns dirigentes de clubes sentem que o jornal papel era fundamental. Eu também.
Mais, tenho a certeza que qualquer dos dois concelhos necessita de um verdadeiro e grande jornal generalista, com grande espaço para o Desporto, tal como acontecia quando eu tinha a responsabilidade das páginas desportivas no Jornal Costa do Sol, que tão criticado era na direcção de Viriato Dias, mas que pelo menos tinha uma linha de orientação profissional que os jornais dos dias de hoje tanto padecem.

Que me perdoem os fazedores de jornais que existem em Oeiras e Cascais, mas os que existem são de uma pobreza jornalística tal (páginas de anúncios, conteúdo básico e alguns com um português “abrasileirado”), que se, um dia, alguém quiser apostar num jornal a sério, estes estão condenados a desaparecer.

Foram muitas as mensagens de incentivo e louvor pelo trabalho feito com o Linha Desportiva online, deixa-me pelo menos a alegria de continuar a contribuir para que os êxitos dos clubes e atletas da Linha continuem a ser divulgados, assim como eventos como a Travessia António Bessone Basto, a Corrida do Tejo, em Oeiras, os 20 km e a Feira do Desporto, em Cascais, entre muitas outras ao longo dos 365 dias do ano.

A verdade é que o projecto que iniciei em papel vai quase para três anos, com textos desenvolvidos, entrevistas, reportagens e muita informação e notícias das mais diversas modalidades. E só é possível transportar para o site que vocês hoje abrem em www.linha-desportiva.com porque tive a enorme contribuição de um jovem espectacular, um grande profissional do meio, que infelizmente nos dias de hoje, apesar da licenciatura conseguida ao longo de anos e com sacrificio, pertence ao leque dos muitos jovens deste país tão mal tratados por este governo.

Sem o contributo do David Santos não era possível dar corpo ao Linha Desportiva online.

Lobo Pimentel



 
O Linha Desportiva não morreu…


Tentaram. Conseguiram em parte, pois a edição em papel deixou a sua periodicidade mensal para no mínimo sair uma vez por ano (como a lei exige). No entanto, o projecto que está a dois meses de alcançar 3 ANOS não morreu.

Nasceu hoje o Linha Desportiva em formato online. É uma nova aventura, com muito menos riscos financeiros, sem o acumular de notícias, informações, reportagens e entrevistas ao longo de três semanas para as despejar em três ou quatro dias em 16 páginas, mensalmente verificando que muito do que tinha feito, juntamente com os meus colaboradores, tinha que ficar pelo caminho pois necessitava de 24 ou mesmo 30 páginas para dar visibilidade a todo o Desporto dos concelhos de Oeiras e Cascais.

Apesar de ser um aficionado do jornal papel, pois nasci com ele em casa, iniciei a minha carreira no velho Diário de Lisboa já lá vão 47 anos, levado pelo meu pai, para uma escola de jornalismo ímpar. Norberto Lopes, Mário Neves e Raul Rêgo eram alguns dos catedráticos, professores havia muitos, um deles foi Vítor Direito que marcou muito do meu percurso na imprensa escrita generalista, tal como Neves de Sousa e Rodrigo Pinto o fizeram na desportiva.

No entanto, reconheço que nos dias de hoje um jornal online tem enormes vantagens. A primeira é a actualidade das notícias em cima do minuto, tal como a televisão e a rádio, por isso acho que o passo que dei na continuidade do projecto Linha Desportiva em formato online foi um passo para o futuro, um futuro em que, infelizmente, o jornal papel dificilmente sobrevirá…

Lobo Pimentel



 
 
 
 
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